Governo, sexualidade e violência contra os direitos humanos

A famiglia atualmente no poder escancara, todos os dias, seu ponto mais vulnerável: o medo do feminino.

Marques Casara

Um tempo atrás, o Instituto Francês de Opinião Pública divulgou uma pesquisa informando que pessoas de direita fazem menos sexo do que pessoas de esquerda. De imediato, surgiram as piadinhas: “são ruins de cama”. Alguns apressadinhos propuseram que o jeito mais fácil de descobrir se a pessoa é de direita seria convidá-la para o ato sexual. Afinal, como diz o ditado, sexo é bom até quando é ruim.  

Mas é melhor manter a calma nesse momento, principalmente em tempos radicais. Quando o assunto é fascismo, extrema direita e outras perversões, é melhor manter distância segura. Principalmente se a outra parte for homem branco, radical de direita, supostamente heterossexual. Esse indivíduo jamais admitiria zonas erógenas não catalogadas na sua listinha de limitações. Ao menos, não admitiria publicamente.

A questão não é o que o homem de direita faz ou deixa de fazer com o próprio corpo. Afinal, se não consegue uma boa transa, é problema dele. Mas é problema nosso quando esse indivíduo é um extremista a regurgitar seus recalques e transformá-los em ações de Estado. É ai que entra a atual tragédia brasileira, impregnada pelas frustrações da persona governamental.

Nunca se viu tantos homens tristes tomando decisões em nome de um povo alegre.

É difícil imaginar a dor pela qual passa uma pessoa que não sabe amar, ou não se permite o movimento de entrega decorrente dos gestos de amor. É quando ocorre a violência. Descontam as frustrações em pancadaria contra mulheres, homossexuais, transexuais, ambientalistas, defensores dos direitos humanos, quilombolas, indígenas, nordestinos. O macho de direita odeia nordestino. Sim, porque o povo do Nordeste tem a leveza, a força e a resiliência da personalidade feminina. E o macho de direita se lasca de medo do feminino, o corpus onde nasce a plácida resistência capaz de mover culturas.

É por isso que Bolsonaro e seus asseclas têm pavor de mulher em condição de igualdade. Não é por acaso que a referência masculina, para eles, é o estuprador Brilhante Ulstra, notório torturador e facínora da época da ditadura.   

Também não é por acaso que disseminaram a mamadeira de piroca, a ideologia de gênero, a escola sem partido, o golden shower.  

A famiglia atualmente no poder escancara, todos os dias, seu ponto mais vulnerável: o medo do feminino, o medo da igualdade, o medo do sexo livre de preconceitos, a inaptidão com o corpo feminino. É claro, também são ruins de cama. Bolsonaro precisou até de dinheiro nosso, via auxílio moradia, para conseguir uma transa naquele apezinho alugado em Brasília, para “comer gente”.

A dominação da sociedade se dá pelo corpo. Mas é também pelo corpo que se manifesta a resistência. A resistência está no corpo e na rua. Em algum momento, portanto, teremos que soltar a franga, pintar a bunda de vermelho e dar um chega pra lá nos homens tristes que comandam o país.

Grandes empresas financiam o trabalho infantil no Brasil

12 de junho é lembrado como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. A data foi criada para alertar sobre a gravidade desse fenômeno.

Dentre os diversos fatores que levam à exploração de crianças e adolescentes, pouco se fala sobre a responsabilidade das grandes cadeias produtivas. Na obtenção de matérias primas, algumas empresas desconsideram a necessidade de monitorar suas redes de negócio. Ou o fazem de forma genérica, no campo do marketing. Apresentam relatórios nos quais descrevem ações impossíveis de serem mensuradas.

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A origem da expressão “desenvolvimento sustentável”

A expressão começou a tomar corpo em 1987, quando a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento lançou o Relatório Brundtland, também chamado Nosso Futuro Comum. Mas, como de boas intenções o inferno está cheio… Continue lendo “A origem da expressão “desenvolvimento sustentável””